
Livre-se de suas propriedades oferecendo-as ao bem comum.
Dissocie completamente seu trabalho da mera perseguição ao dinheiro.
Se deixamos uma criança morrer de fome, deixamos Deus morrer de fome.
FICHA TÉCNICA
A partir da obra de Bernard Shaw
Concepção/Encenação: Nicolas Caratori
Elenco: Priscilla Olyva
Elenco de apoio e movimentação de elementos: Bianca Contin e Samuel Kobayashi
Diretor Assistente: Caio Pedrosa
Tradução: Thiago Ledier e Sergio Mastropasqua
Adaptação: Caio Pedrosa e Luana Frez
Cenografia: Fernando Passetti
Sonoplastia: Alexandre Martins.
Pesquisa e Criação de Vídeo: Lara Lazaretti
Figurinista (criação e costura): Yass Santos
Iluminação: Nicolas Caratori.
Assistência e Operação de luz: Bianca Contin
Operação de som: Valdilho Oliveira
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Operação de vídeo: Caio Pedrosa. Fotografia: Ronaldo Gutierrez. Design Gráfico: Thiago Balbi. Mídias Sociais: Naísa Marques. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes. Direção de Produção: Selene Marinho. Equipe de Produção: André Roman / Teatro de Jardim, Nicolas Caratori, Patricia Pichamone, Sergio Mastropasqua, Caio Pedrosa e Bianca Contin. Supervisão e Produção de Figurino: André Roman. Consultoria Teórica: Rosalie Rahal Haddad. Realização: Círculo de Atores. Tradução em Libras: Fabiano Campos. Audiodescrição: Cinema Falado e Iuri Saraiva.


A DIFERENÇA ENTRE LEITOR E ESPECTADOR
Muitos foram os pedidos para que eu escrevesse
sobre o julgamento de Cristo, feitos principalmente
por admiradores da minha peça sobre Santa Joana. Mas o julgamento de um prisioneiro mudo, no qual
o juiz que lhe faz a pergunta mais importante
permanece sem receber nenhuma resposta,
é impossível de dramatizar.
Jesus não quis se defender. Ele era um orador público experiente, capaz de prender a atenção de multidões com a sua oratória; sempre contente e muito disposto a encarar debates e com as respostas na ponta da língua.
Se já houve algum dia, no campeonato universal dos tribunais, um debate em que os discípulos depositavam a mais absoluta confiança na vitória de seu mestre, foi aqui, no julgamento de Cristo.
No entanto, o grande campeão não ofereceu resistência: ele foi como um cordeiro para o matadouro, sem dizer uma palavra.
Um espetáculo desses seria decepcionante no palco, e isso é a única coisa que um drama não pode ser; e quando essa decepção vem acompanhada de flagelo e crucificação, aí ela se torna insuportável.
PREFÁCIO PARA A PEÇA 'ON THE ROCKS', 1934
Toda a doçura da religião é transmitida ao mundo pelas mãos dos contadores de histórias e dos criadores de imagens.”
PREFÁCIO 'DE VOLTA A MATUSALÉM'
JESUS, O CIVILIZADO
Jesus é descuidado com sua aparência e chega a ser criticado por não lavar as mãos antes de se sentar à mesa. Os seguidores de João Batista ficaram decepcionados quando descobriram que Jesus e seus doze amigos não jejuavam, e Jesus lhes diz que eles deveriam festejar com ele e deveriam deixar aquela melancolia de lado.
E ainda faz piada, dizendo que logo todo mundo vai ter que jejuar bastante – quer queira, quer não. Ele não tem medo de doenças e come seu jantar ao lado de um leproso. Uma mulher, aparentemente para protegê-lo de infecções, derrama um unguento de preço elevado sobre a cabeça dele e é logo repreendida, pois o valor daquilo seria melhor investido se tivesse sido doado aos pobres.
Ele faz pouco caso dessa visão desolada da vida e diz – assim como na vez em que foi censurado por não jejuar – que há sempre pobres precisando de ajuda, mas que ele nem sempre precisa ser ungido, dando a entender que jamais se deve desperdiçar a chance de ser feliz quando há tanta miséria espalhada pelo mundo.
Ele não cumpre o Sabbath, pois não tem paciência com formalidades incômodas; deixa os judeus ultrajados quando viola o Sabbath e ainda acusa quem se sente ultrajado de ser hipócrita.
Quando foi censurado por recorrer à arte da ficção ao ensinar por parábolas, baseou sua justificativa na ideia de que a arte é a única forma pela qual se pode de fato ensinar algo às pessoas. Ele é, em suma, o que hoje denominamos como ‘um artista’ ou boêmio no que tange ao seu estilo de vida.
PREFÁCIO 'SOBRE AS PERSPECTIVAS DO CRISTIANISMO'
SHAW E A RELIGIÃO
Shaw era um crítico implacável da religião organizada, frequentemente apontando a diferença entre a fé genuína e a exploração da fé como uma ferramenta de controle social. Sua crítica não se limitava à Igreja, mas também ao uso do cristianismo para justificar os excessos do poder e a opressão das classes mais baixas.
Michael Holroyd

BERNARD
SHAW
Nascido em 26 de julho de 1856, Bernard Shaw (que detestava seu prenome George) foi jornalista, romancista, crítico de música, crítico teatral, defensor dos direitos das mulheres, ensaísta, criador de casos, militante socialista, vegetariano, polemista e dramaturgo. Foi membro da Sociedade Fabiana e incrementou a formação do Partido Trabalhista inglês. Avesso às honrarias públicas, ironicamente, foi ganhador do Nobel de Literatura (em 1925, por Santa Joana) e do Oscar de melhor roteiro por Pigmalião (1938), feito repetido apenas por Bob Dylan. Aceitou o Nobel por insistência de sua esposa e destinou toda a quantia recebida para a tradução e a difusão das obras de August Strindberg e de outros autores escandinavos.

SHAW # documentário
MINHA
PRESENÇA
ESTONTEANTE
Este projeto foi contemplado pela 45ª edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. Siga as nossas páginas e acompanhe as nossas próximas criações e atividades:
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2026
ILUMINAÇÃO
TEATRAL
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REPERTÓRIO
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SANTA JOANA
direção
Caetano Vilela
JAN/FEV
2027
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Ronaldo Gutierrez




















